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A bacia do rio Doce, situada na região Sudeste do Brasil, pertence à região hidrográfica do Atlântico Sudeste e tem suas nascentes situadas no Estado de Minas Gerais, nas serras da Mantiqueira e do Espinhaço, sendo que suas águas percorrem cerca de 853km até atingir o oceano Atlântico, junto ao povoado de Regência, no Estado do Espírito Santo.

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A bacia, que apresenta uma área de drenagem de aproximadamente 83.069 km², dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas Gerais e, o restante, ao Espírito Santo, abrange 230 municípios. A população total na Bacia Hidrográfica do rio Doce, no ano 2000, atingiu 3.578.368 habitantes, sendo que a população urbana representa 71%.
A bacia está dividida em três regiões fisiográficas distintas:
o Alto Doce, que vai das nascentes até a confluência com o rio Piracicaba pela margem esquerda, nas proximidades da cidade de Ipatinga, em Minas Gerais, abrangendo uma área de aproximadamente 22.976 km2;
o Médio Doce, que vai da confluência com o rio Piracicaba até a divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, nas proximidades da confluência com o rio Guandu no Espírito Santo, abrangendo uma área de aproximadamente 48.802 km2; e
o Baixo Doce, que vai da divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo até a foz no Oceano Atlântico, abrangendo uma área de aproximadamente 11.921 km2.
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No estado de Minas Gerais a bacia do rio Doce é dividida em seis Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRHs), com Comitês de Bacia já estruturados, conforme descrito abaixo:
DO1 – Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piranga;
DO2 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba;
DO3 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Santo Antonio;
DO4 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Suaçuí;
DO5 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Caratinga; e
DO6 – Comitê de Bacia Hidrográfica Águas do rio Manhuaçu.
No Estado do Espírito Santo, embora inexistam subdivisões administrativas da bacia do rio Doce, têm-se os Comitês das Bacias hidrográficas do rio Santa Maria do Doce e do rio Guandu, os Consórcios dos rios Santa Joana e Pancas, bem como a Comissão Pró- Comitê da bacia do rio São José, que se encontra em processo de mobilização para a criação de CBHs.

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Um aspecto significativo no cenário social e econômico da região refere-se à presença nesta bacia do maior complexo siderúrgico da América Latina, além de grandes minertadoras.
O reflorestamento com eucalipto, para a produção de celulose, também é uma atividade que se expandiu de forma considerável na bacia nos últimos anos.
As diversas atividades praticadas na bacia exercem pressões sobre os recursos hídricos que vão desde a sua utilização direta ou indireta até os impactos sobre a sua quantidade e, principalmente, qualidade, decorrentes, entre outras, da intensa urbanização, uso intensivo dos solos, atividades industriais e mineradoras.

O cenário de crescimento econômico vivido atualmente pelo país tem gerado uma perspectiva de aumento do uso de recursos naturais na bacia, exigindo, por parte do poder público e da comunidade envolvida, ações de preservação e racionalçização do uso da água, bem de uso público indispensável à qualidade ambiental da bacia.
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